Simples Nacional supera a marca de 4 milhões de empresas

11 de agosto de 2010

O grande número de empresas optantes pelo Simples Nacional
reflete as vantagens do sistema criado em 2006 para substituir o extinto
Simples Federal

Em vigor desde 1º de julho de 2006, o Simples Nacional já ultrapassou
a marca de 4 milhões de empresas abrigadas nesse sistema tributário
diferenciado. Nesta segunda-feira (9) foram contabilizadas 4.054.354
milhões de empresas. São 2,7 milhões a mais do que as 1,3 milhão que
estavam no extinto Simples Federal e que migraram automaticamente para o
novo sistema.

Criado pela Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar
123/06), o Simples Nacional é o regime simplificado e unificado de
arrecadação de tributos dos micro e pequenos negócios. Ele substituiu o
Simples Federal e os regimes estaduais e municipais, unificando a
cobrança dos tributos. São seis tributos federais (IPI, IRPJ, IPI, CSLL,
PIS, COFINS e INSS patronal), mais o ICMS estadual e o ISS municipal.
Todos pagos num único boleto e numa só data.

Podem optar pelo Simples Nacional micro e pequenos negócios formais
com receita bruta anual de até R$ 2,4 milhões da indústria, comércio e
serviços – exceto profissionais liberais e o setor financeiro. Também
são incluídos automaticamente no sistema os empreendedores individuais.
Empreendedor Individual é o mecanismo jurídico que permite a
formalização de trabalhadores autônomos como costureiras, manicures,
pipoqueiros, chaveiros, borracheiros e vendedores de churrasquinho,
entre muitos outros.

Dependendo da atividade e da situação, o Simples Nacional pode
proporcionar redução tributária até de 70%. A entrada no sistema é
opcional: é o empresário que avalia se é vantajoso fazer a opção para
que sua empresa recolha tributos por esse sistema. A opção é feita em
janeiro de cada ano. As novas empresas podem entrar logo que se
formalizam.

Exemplos

O grande número de empresas optantes pelo Simples Nacional reflete as
vantagens do sistema. “Minha empresa passou de micro para pequena
graças ao Simples Nacional”, exemplifica o empresário Moacir Vidal, que
atua no setor gráfico em Salvador e preside a Federação das Associações
de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte da Bahia. A empresária
Nerci Oliveira, de Goiânia, relata que “graças ao Simples Nacional”
economizou e investiu no sonho de ter negócio de importação e exportação
no mercado de confecções para noivas.

De acordo com o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, a superação da
marca de 4 milhões de empresas no Simples Nacional “comprova o acerto em
se promover a simplificação, a desoneração e a formalização das micro e
pequenas empresas por meio da Lei Geral”. As empresas, explica,
respondem positivamente contribuindo com o desenvolvimento econômico e
social do País.

Como exemplo Okamotto cita o fato de que, em 2009, quando o País
atravessava os reflexos da crise financeira mundial, essas empresas
geraram mais de 1,2 milhão de novos postos de trabalho, “encorajando o
País a prosseguir na sua trajetória de desenvolvimento, de crescimento
do emprego e de ampliação da massa salarial”.

Okamotto lembra, porém, que ainda há desafios a serem vencidos para
que os benefícios do Simples Nacional possam ser usufruídos plenamente
pelas empresas. Um dos empecilhos enfrentados por muitos pequenos
negócios é a cobrança, por parte dos estados, do ICMS antecipado nas
divisas estaduais e via substituição tributária. Isso, explica, anula a
redução do imposto a que as empresas têm direito dentro do Simples
Nacional. “É preciso aprimorar cada vez mais o sistema tributário,
sobretudo para corrigir problemas como esses”.

* Agência Sebrae de Notícias