Micro e pequenas empresas geram 97,4% postos de trabalho

11 de outubro de 2012

Setor de serviços respondeu por quase metade das vagas criadas no
segmento.

As micro e pequenas empresas (MPE) brasileiras foram
responsáveis pela geração de 97,4% dos postos de trabalho no mês de agosto, o
equivalente a 98.283 vagas. Já as médias e grandes responderam por apenas 2,6%
do total. Os números estão na análise realizada pelo Sebrae com base no Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego
(MTE).

“A participação das micro e pequenas empresas na geração de
empregos é sempre relevante, mas o percentual de 97% é o mais alto para um mês
de agosto desde 2003, pelo menos”, ressalta o presidente do Sebrae Nacional,
Luiz Barretto. “O recorde chega justamente em um momento especial para o Sebrae,
porque completamos 40 anos de atuação”, completa.

Dentre as MPE, o setor
que mais criou empregos foi o de Serviços, com 49,8%. Em seguida, ficaram
Comércio (29,5%), Construção Civil (18,7%) e Indústria de Transformação (16,2%).
Segundo o Caged, em agosto de 2012, foram gerados 100.938 empregos com carteira
assinada em toda a economia. Com isso, houve elevação de 0,26% no conjunto de
assalariados celetistas sobre o estoque do mês anterior. Segundo a análise dos
dados do MTE realizada pelo Sebrae, o desempenho indica que a dinâmica de
geração de emprego formal no país se mantém.

Nos últimos 12 meses,
surgiram 1,45 milhão de postos de trabalho no Brasil, com uma expansão de 3,85%.
Em agosto, ocorreu aumento de vagas em sete dos oito setores de atividade
econômica. O destaque ficou com Serviços (0,34%), Comércio (0,37%), Indústria de
Transformação (0,20%) e Construção Civil (0,37%).

O setor com resultado
mais favorável na geração de empregos, o de Serviços (53,8%), criou 54.323
vagas. A performance resulta do desempenho de seis ramos: Ensino, com 22.926
vagas; Serviço de Alojamento e Alimentação, com 11.352; e Serviços Médicos,
Odontológicos e Veterinários, com
9.177.

Expansão

Localizada em Curitiba, a Fruto
Bom Comércio de Alimentos é uma das empresas que fizeram contratações
recentemente. Nos últimos dois anos, ela incorporou oito funcionários. A última
vaga preenchida foi a de supervisor de vendas, em agosto. Ainda há dois postos
de trabalho abertos, um para vendedor e outro para estoquista. O empreendimento
possui 32 funcionários.

O proprietário, Robinson Carlos Franco, credita o
fôlego nas contratações a uma mudança no direcionamento dos negócios nos últimos
anos. Com 18 anos de atividades, a partir de 2010 a Fruto Bom investiu no
comércio porta a porta e já tem 1,1 mil clientes efetivos.

Quatro furgões
percorrem bairros da capital paranaense e oferecem 209 itens, como refeições
congeladas, lanches prontos, verduras, legumes e frutas. “Antes disso, eu
fornecia para grandes redes de supermercados. Pensava em mudar o foco porque os
custos estavam muito altos”, conta Robinson.

Inspirado em um modelo comum
nos Estados Unidos e Europa, mas pouco difundido no Brasil, Robinson resolveu
mudar e investiu na capacitação dos trabalhadores. “Nossos consultores de venda
também precisam entender um pouco de culinária. Eles têm que falar aos
consumidores sobre o preparo e como fica o gosto da comida”, explica.

O
empreendedor, que já participou de cursos e consultorias do Sebrae, elogia a
instituição por fortalecer os pequenos negócios. “O Sebrae é um espaço aberto ao
conhecimento. Temos acesso a consultores e conseguimos tirar nossas dúvidas com
facilidade, de forma gratuita ou com custo baixo. As capacitações no mercado são
muito caras. Por isso a importância desse apoio”, destaca.

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Exame.com