Consumidores terão redução média de 20,2% na energia elétrica a partir de 2013

12 de setembro de 2012

A partir de 2013, os consumidores terão uma redução média de 20,2% na conta
de luz. A informação foi divulgada pelo ministro de Minas e Energia, Edison
Lobão, durante o lançamento do plano de redução de custos da energia elétrica no
Palácio do Planalto, em Brasília, nesta terça-feira (11).

O plano foi
anunciado pela presidente na última quinta-feira (6), durante pronunciamento na
TV em comemoração à Independência do Brasil, e detalhado nesta terça.
O
objetivo principal do governo é reduzir os custos da energia para a indústria e,
assim, aumentar a produtividade e conter os efeitos da crise econômica. A conta
de luz será reduzida para todos os consumidores.

A redução nas
distribuidoras (famílias e comércio) será em média de 20,2%. A redução total vai
variar entre 16% e 28%, dependendo do valor da quantidade de energia
consumida. No caso das indústrias, a redução vai variar entre 19% e
28%.

Os grandes consumidores terão maiores descontos, que é o caso de
indústrias, fábricas e montadoras, por exemplo.

O ministro de Minas e
Energia, Edison Lobão, explicou que a redução vai “aumentar a competitividade da
indústria e comércio, ampliando mercados, gerando empregos e melhorando a
qualidade de vida de todos os brasileiros”.

Segundo ele, a redução é
resultado de um aporte da União de cerca de R$ 3,3 bilhões anuais, da eliminação
dos encargos RGR (Reserva Global de Reversão) e CCC (Conta de Consumo de
Combustíveis) e do vencimento e renovação de concessões.

A CDE (Conta de
Desenvolvimento Energético) continuará existindo, mas vai ter 75% de redução do
valor atual. Os programas considerados estratégicos para o governo, como o Luz
para Todos, serão mantidos e reforçados.

O governo também anunciou a
renovação de concessões que estão vencendo nos próximos anos, entre 2015 e 2017.
De acordo com Lobão, serão concessões de geração, transmissão e redistribuição
prorrogadas por 30 anos.

Benefícios

A presidente
Dilma Rousseff reforçou que as medidas vão beneficiar a todos os consumidores,
sem exceções.
Dilma fez críticas à gestão da energia antes dos petistas.
Segundo ela, quando foi convocada pelo ex-presidente Lula para assumir o
Ministério de Minas e Energia em 2003, encontrou o país com “sérios problemas”
no setor e que foi preciso “reconstruir”

— Tínhamos um país com sérios
problemas de abastecimento de energia e por isso amargamos 8 meses de
racionamento que resultaram em grandes prejuízos a empresas do setor elétrico e
demais empresas e impuseram retrocessos na qualidade de vida da população.
Tivemos que reconstruir esse setor que é fundamental.

A presidente
afirmou ainda que as medidas de desoneração, como a da energia, são essenciais
para aumentar o investimento público e privado, elevando os níveis de eficiência
e aumentando a competitividade brasileira.

— Isso é crucial para
continuarmos elevando os empregos, distribuindo renda e crescendo.

* R7