Pequenos e médios empreendedores podem aumentar vendas com uso da internet

28 de agosto de 2012

Os pequenos e os médios empreendedores poderão aumentar as vendas com a
utilização da internet e o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e
Pequenas Empresas (Sebrae). O projeto 1º E-commerce disponibilizará uma loja
virtual para que esses empresários possam vender os produtos online. De acordo
com o Sebrae, o empresário terá a oportunidade de vender os produtos em todo o
território nacional, sem a necessidade de ter filiais ou lojas em vários
lugares.

O projeto do Sebrae é uma parceria com o MercadoLivre, empresa
de tecnologia considerada líder em comércio eletrônico (e-commerce) na América
Latina. O Sebrae garante que, em um só ambiente, os empresários poderão montar
uma vitrine online e fazer transações, como pedidos de compra, pagamento e
controle de vendas. O aplicativo permite que a loja virtual seja customizada, ou
seja, o dono poderá fazer personalizações em quatro modelos de loja.

A
utilização, porém, tem um custo, embora o Sebrae informe que, no primeiro
momento, serão oferecidos três anúncios grátis na página principal do
MercadoLivre e bônus de R$ 250 para anunciar o produto por meio de links
patrocinados [que levam às páginas de anunciantes]. Há ainda a possibilidade de
integração da loja com a rede social Facebook.

O Sebrae informou ainda
que o serviço de criação da página é gratuito, mas a cada venda concretizada
serão cobrados 4,99% sobre o valor pago pelo cliente, referentes aos custos de
transações financeiras. Os pagamentos poderão ser feitos por meio de cartões de
crédito e boleto bancário, com certificação de segurança para dar garantia ao
pequeno e médio empreendedor.

O Sebrae e o MercadoLivre garantem que os
empresário interessados no projeto serão capacitados. O Sebrae também garante
que não irá repassar recursos financeiros para o MercadoLivre.

De acordo
com o portal eCommerceOrg, o número de brasileiros com mais de 16 anos e acesso
à internet, em janeiro deste ano, chegava a 79,9 milhões. O faturamento anual,
em 2011, nesse tipo de transação, ficou em R$ 18,7 bilhões ante R$ 14,8 bilhões
em 2010. Os dados não consideram a venda de automóveis, de passagens aéreas e os
leilões online.

* Agência Brasil