Paulo Bernardo descarta possibilidade de mínimo chegar a R$ 580

24 de novembro de 2010

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, descartou ontem (23) a
possibilidade de o salário mínimo para o próximo ano chegar a R$ 580.
Segundo ele, qualquer discussão sobre um reajuste além do determinado
pela lei é casuísta.

“Queremos manter o critério da lei, que está em vigor desde 2006. Por
esse critério, o novo salário mínimo é, arredondando, de R$ 540”,
afirmou Bernardo após reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Segundo o ministro do Planejamento, nenhum valor para o mínimo foi
decidido.

Na avaliação de Bernardo, qualquer mudança nas regras de reajuste tem
de ser discutida, mas o problema é que nenhuma proposta chegou a ser
apresentada. “Qualquer mudança de critério precisa ser discutida, mas
ninguém propõe nada. A discussão fica casuísta quando se pede apenas um
reajuste extra”, acrescentou.

Pelas regras em vigor desde 2006, o salário mínimo é reajustado com
base na variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores e
a inflação do ano anterior. Como o PIB não cresceu em 2009, o mínimo
para o próximo ano incorporaria apenas a reposição da inflação. Em 2012,
no entanto, o salário teria de subir, além da inflação, 7,5% para
compensar o crescimento previsto para este ano.

Além de discutirem o salário mínimo, Mantega e Bernardo conversaram
sobre a correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física para o
próximo ano e que será aplicada na declaração de 2012. Paulo Bernardo
afirmou ter transmitido ao ministro da Fazenda a reivindicação das
centrais sindicais, mas também ressaltou que nenhuma decisão foi tomada.

“Esta foi a nossa primeira conversa sobre o assunto [correção da
tabela]. O ministro da Fazenda ficou de olhar essa questão, mas de fato
não temos nenhum número”, disse Bernardo.

* Agência Brasil