Investimento deve ser prioridade em 2013

6 de agosto de 2012

Governo estuda adotar essa estratégia para acelerar a economia, em lugar
da desoneração da folha de pagamento. Dilma se reunirá com empresários na
próxima terça para discutir ações federais em prol do
crescimento.

Preocupado em garantir as condições para acelerar a
economia em 2013, o Palácio do Planalto já fala em priorizar investimentos em
vez de fazer uma desoneração geral da folha de pagamento.

Em reunião da
chamada junta orçamentária na quarta-feira passada, o governo iniciou
oficialmente as discussões sobre a conveniência de descontar os gastos do PAC
(Programa de Aceleração do Crescimento) do cálculo do superavit
primário.

O objetivo é ter mais recursos para injetar em setores
estratégicos da infraestrutura, no limite de R$ 45 bilhões, conforme dados
oficiais. Oficialmente, o Executivo nega qualquer disposição de reduzir a meta
do superavit, de 3,1% do PIB.

Segundo a Folha apurou, a proposta do
Ministério da Fazenda de usar parte do superavit primário para promover uma
ampla desoneração da folha perdeu força nos últimos dias.

Isso porque,
conforme relatos de interlocutores, a presidente Dilma ainda não está convencida
dos ganhos em aplicar mais R$ 30 bilhões em apenas uma área. Não há, porém,
decisão final a respeito.

PLANO DE AÇÕES

Na
próxima terça, a presidente Dilma Rousseff reunirá os principais empresários do
país para discutir um conjunto de ações federais para girar a
economia.

Originalmente, o Palácio planejava anunciar medidas na ocasião,
entre elas o chamado PAC das concessões em cinco áreas: energia, rodovia,
ferrovia, aeroportos e portos.

Algumas dessas ações, porém, ainda não
ficaram prontas, e a presidente quer ouvir empresários antes de fechar o
pacote.

Segundo a Folha apurou, a equipe econômica tem encontrado
dificuldades para mudar o regime de cobrança de PIS/Cofins, outra medida que é
esperada para o segundo semestre.

Com isso, a minirreforma tributária de
Dilma pode ter de esperar mais um pouco. Para o setor de energia, haverá redução
dos encargos federais que oneram a conta de luz para a indústria. Não se sabe,
por ora, se serão diminuídos três ou cinco encargos, com impacto médio de 20% na
tarifa.

O governo pretende animar os empresários a acelerar o
investimento privado. A preocupação maior é “virar” a economia brasileira e
atingir um PIB maior na segunda metade do mandato de Dilma.

* Folha
de S.Paulo