Empresas optam pela franquia para não sair do Simples Nacional

5 de novembro de 2012

O modelo de franquia se tornou uma opção para quem pretende expandir o
próprio negócio, mas não quer ter o ônus de sair do Simples Nacional, um regime
tributário diferenciado aplicável a empresas de pequeno porte que faturam até R$
3,6 milhões. O restaurante pernambucano La Vague (antigo La Plage),
especializado em crepes e saladas, é um exemplo. Os sócios resolveram fazer a
adaptação para continuar crescendo aproveitando o aquecimento do mercado local
de alimentação fora do lar.

Eles estão nos últimos ajustes para
transformar o negócio e já têm no planejamento estratégico a ideia de expandir
para Piedade, Olinda e Recife Antigo. “Já temos interessados nessas áreas, mas
ainda precisamos dos últimos documentos para divulgar”, destaca um dos quatro
sócios Luciano Longman.

O mercado é promissor. Apesar da escalada dos
preços, a demanda local não para se crescer. Para se ter ideia do quanto comer
fora de casa está mais caro, basta citar que, no acumulado ano, a inflação da
alimentação fora do domicílio já apresenta alta de 6,66% no Recife, contra 4,66%
da inflação geral. Os números são do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE).

A expansão do La Vague também passará pela construção
de uma central de beneficiamento. Através de um investimento de R$ 200 mil, os
sócios vão produzir e vender para todos os franqueados toda a parte de carnes e
molhos. “É uma maneira de expandir sem que as coisas saíam do nosso controle e
do nosso padrão de qualidade”, argumenta o sócio Joca Pontes. O local da central
está sendo fechado: Campo Grande, Madalena ou Recife Antigo.

Abrir uma
franquia do La Vague custará inicialmente entre R$ 400 e R$ 500 mil. Tudo
dependerá do ponto e do tamanho do novo restaurante. A taxa de franquia vale
aproximadamente R$ 50 mil. O faturamento é de cerca de R$ 160 mil. E o retorno,
estimado em 20 meses.

* Jornal do Commercio-PE