Do fim da 6 X 1 ao MEI, saiba o que ficará para depois do recesso

7 de julho de 2026
Do fim da 6 X 1 ao MEI, saiba o que ficará para depois do recesso

Calendário apertado do Congresso deve empurrar a redução da jornada de trabalho para depois das eleições. Em ano eleitoral, Brasília deve ficar às moscas no 2º semestre de 2026

Legislativo entra na penúltima semana de trabalho antes do recesso de meio de ano, que vai de 18 a 31 de julho. Há pouca possibilidade de que algo de relevante seja votado pelos deputados e senadores nos próximos dias.

Já está certo que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da 6 X 1 ficará para depois do recesso parlamentar. Dado o prazo, dificilmente a medida entrará em vigor antes das eleições de outubro, como quer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se mantido o período de 60 dias de transição.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), reunirá os líderes partidários da Casa na 3ª feira (7.jul.2026) para definir o calendário de tramitação da proposta, que estabelece o direito constitucional a 2 dias de descanso semanais e reduz a jornada de trabalho semanal das atuais 44 horas para 40 horas, sem redução salarial.

Alcolumbre não quer declarar de maneira explícita que não pautará o projeto antes do recesso. A PEC está parada no Senado desde 28 de maio, depois de ser aprovada na Câmara.

É ruim para o Palácio do Planalto não ter a redução da jornada de trabalho aprovada até a eleição. No entanto, Lula poderá continuar usando a proposta para tentar ganhar mais votos entre os trabalhadores formais.

O governo estima que a PEC pode beneficiar até 37 milhões de pessoas. É uma pauta com forte apelo eleitoral.  Além da PEC da 6 X 1, também devem ficar para depois do recesso:

  • a PEC que dá autonomia ao Banco Central;
  • a que cria aposentadoria especial aos agentes de saúde e endemias;
  • o projeto que eleva o teto de faturamento do MEI (Microempreendedor Individual);
  • a proposta que criminaliza a misoginia.

No caso dos 2 últimos, há uma expectativa de que possam ser votados na última semana, mas as chances são baixas.

2º SEMESTRE PARADO

É ano eleitoral e faltam menos de 3 meses para as eleições.

Brasília ficará às moscas no 2º semestre. As convenções partidárias começam em 20 de julho e vão até 5 de agosto. Os pedidos de registro de candidatura poderão ser feitos até 15 de agosto. No dia seguinte (16.ago), começa a campanha na internet e nas ruas. Deputados e senadores vão se concentrar em seus redutos eleitorais. Afinal, precisam ser reeleitos.

 

Fonte: Poder360